Processo Produtivo

Extracção do Azeite

Processo Produtivo 01É incorrecta a aplicação do termo "transformação" ao azeite virgem. Sendo um produto totalmente natural, o único processo por que passa é a extracção, a partir da azeitona.

Após a colheita, a azeitona deve ser moída até 24 horas depois, de forma a evitar os riscos de fermentação e degradação da mesma, o que resultaria na presença de defeitos no azeite.

Tal como consta no rótulo do azeite virgem e virgem extra, este é extraído unicamente por processos mecânicos, que formam uma sequência.

À entrada do lagar, a azeitona é separada da terra, folhas, e ramos, é lavada, e moída em lotes separados, o que permite saber de que lotes de azeitona são originários os vários lotes de azeite.

Uma vez moída, a azeitona origina uma massa homogénea, que vai ser batida de forma a permitir a libertação do azeite contido nas células da polpa da azeitona. Esta batedura é acompanhada por um ligeiro aquecimento da massa, que facilita a libertação do azeite, não sendo, no entanto, suficiente para alterar as suas propriedades organolépticas.

Após a batedura, o azeite vai ser separado da restante matéria, que constituirá, por sua vez, o bagaço de azeitona. Esta separação ocorre por centrifugação, podendo, dando origem a azeite e bagaço húmido (lagar de 2 fases).

Uma vez separado do bagaço, o azeite é filtrado, com o objectivo de eliminar resíduos sólidos de polpa de azeitona que mais tarde poderiam sedimentar e degradar-se, sendo posteriormente armazenado em depósitos inoxidáveis, cheios até acima, ou inertizados, de forma a impedir o contacto do azeite com o ar, e a sua consequente oxidação.

Após algum tempo no depósito, é conveniente a sua trasfega para outro depósito, para prevenir a degradação de sedimentos que tenham persistido no azeite após a filtração.

Finalmente, nos depósitos, o azeite é loteado, constituindo os lotes identificados na embalagem comercial, após o que está pronto a ser embalado e consumido.